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Geógrafos cobram valorização profissional

Foto: Anna Cléa MaduroNo Dia do Geógrafo, comemorado no dia 29 de maio, a Câmara Legislativa realizou solenidade para homenagear a data e discutir os problemas e soluções relativos à geografia e a atuação dos profissionais da área. A iniciativa do evento foi do deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT), que é geógrafo.

Foto: Anna Cléa Maduro

No Dia do Geógrafo, comemorado no dia 29 de maio, a Câmara Legislativa realizou solenidade para homenagear a data e discutir os problemas e soluções relativos à geografia e a atuação dos profissionais da área. A iniciativa do evento foi do deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT), que é geógrafo.

Ao abrir o debate, Veras enfatizou que “a geografia está em crise”, destacando que como professor da área sempre se preocupou com a questão, lamentando que não se registrou renovação que trouxesse melhorias para o exercício profissional da categoria.

“O geógrafo tem perdido cada vez mais espaço no campo do trabalho. Acho importante que possamos fazer uma reflexão do por que isso está acontecendo. Inclusive, fazendo uma análise dos últimos editais de concurso tanto no Distrito Federal como no âmbito federal, várias áreas de atuação que seriam áreas de atuação precípua do Geógrafo, entretanto não consta no edital a vaga para Geógrafo. Isso me assusta. Acho que temos perdido espaço por falta de organização e acima de tudo por falta de influência política nesse processo”, comentou. O distrital parabenizou os colegas pela data comemorativa, destacando o empenho deles na busca da melhoria da qualidade de vida no País.

O geógrafo e professor emérito da Universidade de Brasília, Aldo Paviani, agradeceu a homenagem da Câmara Legislativa e fez um relato histórico sobre a evolução do exercício da atividade de geógrafo no Brasil, destacando a relevância da criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O professor defendeu a necessidade de uma melhor coleta de dados para a eficiência do planejamento regional e urbano.

Em relação ao DF, Paviani criticou a falta de aplicação de recursos públicos na concretização de Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF). “Infelizmente, os técnicos só conseguem fazer atas”, reclamou. Paviani destacou ainda que a falta de investimento na integração do DF vem provocando crescimento da falta de empregos na região, alcançando um dos piores índices do País.

O professor Rafael Sanzio fez uma avaliação pessimista sobre as perspectivas da atuação dos geógrafos no Brasil. Ele criticou a transformação do IBGE de autarquia para fundação, comentando que aquele instituto “perdeu força” nos últimos anos. Ele criticou também a crise no uso científico da cartografia.

“É preciso que lutemos para que a Geografia tenha visibilidade e isso só se dará através da educação e do planejamento árduo do processo de ordenamento de nosso território. Devemos entender que o Brasil Colonial ainda está aqui. A cartografia brasileira hoje está pulverizada em cinco ministérios. O “Google” hoje é nossa cartografia oficial. Se desligarmos o botão do Google, não temos mais nada sobre isso. Alguém ganha com isso e alguém perde. Infelizmente a Geografia não tem sido tratada como prioridade. Precisamos fazer com que a Geografia excluída, invisível passe a ser visível”, afirmou.

O chefe de departamento de Geografia da UnB, professor Rogério Uaguda, analisou também o processo de desvalorização dos geógrafos, comentando que eles estão perdendo postos de trabalho, inclusive em concursos públicos, para profissionais de outras áreas, citando o caso da engenharia florestal. Ele também criticou o número reduzido de horas/aulas (240) que é exigido pelo Ministério da Educação para o currículo mínimo dos estudantes do bacharelado de Geografia. “Não se consegue formar um bom profissional nesse período”, advertiu.

Também participaram do evento o professor e geógrafo, Walmir Perez; o geógrafo e coordenador do Geoprocessamento do CREA/DF, Leonardo Duarte e o professor e geógrafo, Jeferson Urani.

Onde é que fica? – Ao enfatizar sua satisfação em ter optado pelo trabalho como geógrafa, a professora Mara Moscoso rebateu o falso estereótipo sobre o perfil daqueles profissionais: “As pessoas precisam saber que os geógrafos merecem respeito e não existem para participar de brincadeirinhas de adivinhar o nome das capitais, nem para dizer onde é que fica a Groenlândia…”

Espaço de discussão – Ao fazer suas considerações finais, Veras sugeriu que os profissionais da área de empenhem para criar uma “Academia de Geógrafos de Brasília”, um espaço no qual os geógrafos do DF possam discutir e articular ações em prol da categoria.

Foto: Anna Cléa MaduroHomenagem especial – Após a solenidade, Reginaldo Veras agraciou o professor Aldo Paviani com uma moção de louvor. “ Essa singela homenagem é uma maneira de agradecer ao professor Aldo Paviani pelos relevantes serviços prestados a todo o distrito Federal”, disse Veras.

Ísis Dantas, com informações da Coordenadoria de Comunicação Social da CLDF

 

Sobre Ísis Dantas

Ísis Dantas
Formada em Comunicação Social/ Habilitação Jornalismo pela Universidade Católica de Brasília em 2004. Trabalha como Assessora de Imprensa na Câmara Legislativa desde 04 de setembro de 2006. Atualmente assessora o deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT), reeleito para seu segundo mandato parlamentar.

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